A coragem de se permitir mudar

A coragem de se permitir mudar

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Você é a mesma pessoa que era há cinco anos atrás?

Você ainda carrega as mesmas ideias, os mesmos pensamentos, os mesmos propósitos?

Eu arrisco dizer que a grande maioria das pessoas responderia que não.
E isso não é um problema… isso é um presente.

A nossa capacidade de transformação é uma das coisas mais poderosas que existem no ser humano.
E, ainda assim, nem sempre a gente olha para isso com a importância que merece.

Por muito tempo, fomos levados a acreditar que força é manter as mesmas ideias.
Que caráter é não mudar.
Que ter opinião formada sobre tudo é sinal de segurança.

Mas… e se não for?

Eu, hoje, acredito exatamente no oposto.

Acredito que existe muito mais força em quem se permite rever, ajustar e transformar…
do que em quem se mantém preso a ideias que já não fazem mais sentido.

Como já dizia Raul Seixas:
“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.”

E isso faz cada vez mais sentido pra mim.

Porque, olhando para a minha própria trajetória, eu percebo o quanto mudei.
O quanto revisei crenças.
O quanto ressignifiquei pensamentos que, um dia, foram verdades absolutas.

E sabe o mais bonito disso tudo?

É perceber que eu não preciso me culpar por quem eu fui.

Eu fiz o melhor que podia… com o que eu sabia naquele momento.

E talvez essa seja uma das maiores libertações da vida:
entender que cada versão nossa estava apenas tentando acertar dentro da sua própria consciência.

As pessoas fazem o melhor que podem com aquilo que conhecem.
Com aquilo que acreditam.
Com aquilo que enxergam naquele momento.

E quando a consciência muda… tudo pode mudar junto.

Por isso, talvez esteja na hora de normalizarmos mais as mudanças.
De acolhermos mais as transformações.
De entendermos que mudar não é fraqueza é evolução.

As transformações são belas.
São únicas.
E são, muitas vezes, o que nos conduzem ao nosso verdadeiro propósito.

Que a gente tenha coragem de ser como uma borboleta…
de sair do casulo, de expandir, de voar.

Que a gente se permita dar voz às nossas verdades
inclusive aquelas que ainda estão mudando.

E que a gente também se permita revisitar ideias, repensar caminhos
e transformar aquilo que já não faz mais sentido.

Esse é o meu convite para você hoje:

Se permita mudar.
Se permita evoluir.
Se permita não ser mais quem você foi.

E, se for preciso mudar…
que você fique em paz com isso.

Por Geovana Constantino