A magia que nasce do entusiasmo

A magia que nasce do entusiasmo

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O entusiasmo… é interessante até eu trazer esse tema, porque é algo que venho observando há alguns anos.

Mas, antes de tudo, o que é entusiasmo?

Para mim, é aquela explosão de sentimentos, de empolgação. É aquela sensação gostosa que surge quando você pensa em algo, cria, planeja… ou simplesmente sonha. Às vezes, o entusiasmo existe só no fato de imaginar, de sentir, de visualizar algo que ainda nem aconteceu.

E eu confesso: durante muito tempo, eu não me permitia sentir isso.

Pelas circunstâncias difíceis que vivi e que já passaram, graças a Deus, eu não me considerava uma pessoa entusiasmada. Eu era muito voltada para a realidade. Eu preferia esperar as coisas acontecerem para, então, reagir. Não me permitia acessar esse lado mais leve, mais mágico da vida.

Era uma forma de proteção. Eu evitava me entusiasmar para não me frustrar depois.

Só que hoje eu convivo com uma pessoa extremamente entusiasmada. E não estou falando só dos meus filhos, falo de um adulto, alguém que vive o entusiasmo de forma inteira.

E, ao longo dessa convivência, comecei a perceber algo curioso… quase mágico.

Coisas simples geravam uma empolgação genuína. Pequenas ideias viravam grandes cenários na mente. Uma possibilidade de viagem já se transformava em planos, sensações, experiências vividas internamente. Até uma vaga de emprego vista em um site já despertava sonhos, projeções, uma certeza quase palpável de que aquilo já era real.

E o mais impressionante não era só o pensamento, era a energia. Era visível. Era como se o entusiasmo circulasse ao redor da pessoa.

Confesso que, no começo, eu questionava. Cheguei a pensar: “Será que isso não é infantilidade? Será que não é ilusão?”

Mas, com o tempo, algo começou a me chamar ainda mais atenção…

Essas “ilusões” começavam a se tornar realidade.

E não foi uma vez. Foram várias.

Situações improváveis acontecendo. Caminhos se abrindo. O que parecia distante, se concretizando.

E aquilo despertou em mim uma curiosidade muito profunda. Não era inveja, nem comparação… era quase como uma criança observando outra, tentando entender de onde vinha tanta novidade, tanta surpresa.

E foi aí que algo mudou dentro de mim.

O entusiasmo, que antes era algo distante, quase inexistente na minha vida, começou a ocupar um novo lugar: o lugar da cocriação.

Eu comecei a entender que a vida não é só “ver para crer”.

Ela também é “sentir para criar”.

Passei a perceber que a energia que colocamos nos nossos pensamentos, a forma como sentimos, imaginamos e acreditamos realmente tem força. Tem potência. Tem capacidade de gerar realidade.

Não é só pensar. É vibrar. É viver internamente aquilo como se já estivesse acontecendo.

Quando você se permite isso, sem limite, sem medo imediato da frustração, algo muda. A forma como você age muda. A forma como você enxerga oportunidades muda. E, aos poucos, a realidade começa a responder.

E o mais bonito é que eu não aprendi isso só em livros.

Eu vi isso acontecer dentro da minha própria casa.

Foi observando. Foi convivendo. Foi me permitindo questionar minhas próprias crenças.

E, aos poucos, eu também comecei a acessar esse lugar.

Não de forma cega, não ignorando a realidade… mas abrindo espaço para que o entusiasmo existisse em mim. Para que ele crescesse, transbordasse, tomasse forma.

Hoje eu entendo que ser uma pessoa entusiasmada é muito mais do que estar animada.

É olhar para a vida com mais beleza.

É sair do automático.

É se permitir imaginar, criar, sentir.

É não se limitar apenas ao peso da vida adulta, às responsabilidades, aos boletos, à rotina.

É trazer leveza. Presença. Encantamento.

E, principalmente, é confiar.

Porque o entusiasmo diz muito sobre o quanto você acredita em si mesma. Sobre o quanto você confia no seu potencial. Sobre o quanto você se permite sonhar.

E sem confiança… não existe entusiasmo.

Por isso, eu escrevo esse texto como alguém que aprendeu e ainda aprende observando.

E deixo um convite:

Se você convive com uma pessoa entusiasmada, antes de julgá-la como exagerada, iludida ou infantil… tente olhar de outro lugar.

Observe com curiosidade.

Perceba o que esse entusiasmo gera na vida dela.

E, principalmente, se permita aprender.

Porque talvez exista muito mais a ganhar quando a gente escolhe enxergar a vida com mais abertura, mais leveza e mais possibilidade.

Sou grata ao Universo por me permitir conviver com pessoas que me ensinam tanto, mesmo sem saber.

Saiba: você tem um poder muito maior do que imagina. Toda árvore é reconhecida pelo fruto que dá

Por Geovana Constantino