A vida não tem sentido, até você dar um

A vida não tem sentido, até você dar um

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Você já parou para pensar que a vida não tem um sentido pronto… e que somos nós que damos sentido a ela?

Se nunca olhou por esse ângulo, eu te convido a embarcar comigo nesse pensamento.

Imagine que a vida é como uma tela em branco.
E a forma como pintamos ou até como deixamos de pintar é o que dá a ela suas cores, suas nuances, suas características únicas.
Somos nós que tornamos a vida mais leve, mais bonita… ou mais pesada, mais apagada.

Agora, pense em como chegamos aqui.
Como crianças.

Uma criança que acorda animada para ver seu desenho favorito pela manhã.
Que sente aquela alegria genuína, aquela explosão de entusiasmo.
Que quer rir, brincar, explorar.

Como quando ela vai a um parque novo cheio de possibilidades e nem sabe por onde começar, porque tudo encanta.

Para uma criança, o sentido da vida é simples:
se divertir.

Mas não é uma diversão vazia.
É uma diversão criativa, curiosa, viva.
É presença. É encantamento.

Todo novo dia é um convite.
Todo amanhecer acende algo dentro dela.

Mas então crescemos.

E, aos poucos, vamos sendo moldados.
Pelos sistemas, pela escola, pelos padrões.
Começamos a absorver pensamentos limitantes, a nos encaixar em formas prontas, em caminhos únicos que, muitas vezes, nos aprisionam.

E aqui não se trata de culpa.
Não é sobre culpar o sistema é sobre perceber.

Perceber que fomos condicionados a viver de uma certa maneira.
E que, muitas vezes, nos acostumamos tanto com isso… que nem questionamos mais.

A vida passa a ser prática, automática, pragmática.
E, no meio de tantos afazeres, o sentido vai se perdendo.

Porque é mais fácil acreditar que o sentido da vida já está imposto.
Que viver é trabalhar, sustentar, cumprir obrigações.
Ou até alcançar grandes objetivos como viajar o mundo, conquistar algo grandioso.

E tudo isso pode, sim, ser bonito.

Mas o problema começa quando fazemos tudo isso sem presença.
Sem escolha.
Sem questionar.

Quando sentimos que estamos apenas seguindo um roteiro…
como se nossa liberdade estivesse, de alguma forma, limitada.

É nesse momento que vale parar e rever.

Porque dar sentido à vida não está apenas nos grandes feitos.
Está, principalmente, nas pequenas coisas.

Está no cuidado.

Quando você troca seu filho e pensa em deixá-lo limpo, cheiroso, confortável.
Quando você prepara um café pela manhã e se permite sentir o aroma, observar o vapor, estar ali, naquele instante.

Quando você rega uma planta com a intenção de nutrir, de cuidar, de ver crescer.

Isso também é sentido.

Quando você vai trabalhar e escolhe, conscientemente:
“Hoje eu vou dar o meu melhor, sem me abandonar.”
“Hoje eu vou encontrar, dentro do que faço, alguma forma de leveza, de presença… talvez até de diversão.”

Porque é essa paixão, esse envolvimento, esse pequeno brilho no fazer… que devolve sentido à vida.

E quando as coisas deixam de fazer sentido?

Talvez seja um convite.

Um convite para repensar.
Para ajustar.
Ou, em alguns casos, para deixar para trás.

Porque… qual é o sentido de viver uma vida tão breve carregando coisas que não fazem sentido para você?

Que não te movem.
Que não te despertam.
Que não te fazem sentir vivo.

Talvez, em algum momento, seja necessário soltar.
Situações.
Pessoas.
Crenças.
Versões antigas de si mesma.

E esse é, talvez, o maior motivo de dar sentido à vida:

viver com verdade.

Viver com presença.
Com emoção.
Com intenção.

Não porque “tem que ser assim”…
mas porque faz sentido para você.

No fim…
dar sentido à vida é isso.

É escolher, todos os dias, viver de um jeito que te aproxime daquilo que te faz sentir viva.

Porque, talvez, a vida não tenha um sentido pronto mesmo.

Mas ela pode ser sentida.

E, no fim, talvez seja só isso que realmente importa:

ser feliz…
e se permitir viver, de verdade, enquanto está aqui.

Por Geovana Constantino