
Na casa de meu pai há muitas moradas
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Hoje eu gostaria de falar sobre as últimas movimentações que a gente tem visto ou pelo menos que eu tenho percebido, no mundo, de forma global. Tenho notado que movimentos voltados para temas cósmicos, digamos assim, têm surgido por toda parte. Inclusive, temos percebido divulgações, por parte de alguns governos, sobre existências que até então considerávamos inexistentes.
Eu também não quero entrar muito no mérito do que seriam essas vidas, do que exatamente se trata tudo isso. O que eu quero refletir hoje é sobre o que essas informações causam em nós.
Em meio a tantas informações, muitas vezes descentralizadas e governamentais, percebo que existe um choque de realidade que, por vezes, as pessoas estão sendo obrigadas a encarar. Porque essas divulgações, essas informações sobre o cosmos e sobre o universo, não são meramente algo alheio a nós. Não são apenas informações que chegam e passam de forma indiferente pelo nosso cotidiano.
Elas mexem e ainda vão mexer muito mais com estruturas e bases que até então tínhamos como sólidas em nossas vidas. Muitas vezes, deixamos determinados assuntos de lado. Questões que queremos mudar, mas vamos postergando, deixando para depois. Situações difíceis que evitamos enfrentar. E é aí que surge o fingimento da realidade: relações falsas, silêncios, desconexões… tudo simplesmente por não querermos tocar em assuntos sensíveis ou encarar aquilo que sabemos que precisa ser visto.
E eu percebo uma certa familiaridade entre essas mudanças que estamos vivendo no mundo e aquilo que acontece internamente dentro de nós. Porque, por mais que neguemos certas coisas, certas informações, ou tentemos evitar a complexidade de algum problema que teremos que lidar, chega um momento em que não dá mais. Se a gente não faz o nosso trabalho interior, uma hora a própria realidade escancara isso na nossa cara.
Ou seja: se você não quer trabalhar as mudanças de forma amorosa, elas virão de forma dolorosa. E, quando isso acontece, não há muito o que fazer além de aceitar e reorganizar a casa.
Por isso, vejo que toda essa movimentação global tem muitas similaridades com a mudança interna. Porque ela mexe em bases que carregamos há muito tempo: religião, fé, vida, tradição. Muitas vezes acreditamos sermos seres únicos de uma forma até presunçosa e arrogante, como se Deus tivesse criado o universo apenas para nós, seres humanos.
E o homem tornou-se arrogante ao pensar dessa maneira, a ponto de anular a própria natureza, como se tudo estivesse ao seu dispor, ao seu favor, como se toda a criação existisse apenas para satisfazer o homem.
Mas não é assim. Porque existe o uno. O uno é tudo: é o cosmos, é a humanidade, é a natureza e são todos os seres. Tudo vem da fonte, e a fonte é Deus. Então, se toda criação veio da fonte, também estamos falando de Deus, seja uma criação que consideramos da luz ou não da luz.
E essas mudanças, quando vierem de forma mais esclarecida, vão mexer profundamente com aquilo em que acreditamos, com a nossa capacidade de entendimento e compreensão do mundo. Vão mexer com tudo aquilo que sempre tomamos como verdade absoluta.
Muitas pessoas podem ter utilizado a religiosidade ou a religião para julgar, difamar e separar. Outras, pela ausência dela, podem ter disseminado ainda mais ódio. E agora seremos convidados, talvez de forma brusca, a olhar para essas regras que carregávamos como inquebráveis.
Porque toda essa evolução, toda essa transição que a humanidade está vivendo, não vem para destruir ou desconstituir aquilo que acreditamos. Também não vem para nos julgar ou fazer com que nos sintamos derrotados. Na verdade, isso é um convite para olhar com mais profundidade e carinho para aquilo que chamamos de Deus.
Porque, se acreditamos que Deus é onipresente, onipotente, criador dos céus e da Terra, então tudo o que vem dele, inclusive de outros cosmos, também provém dele.
E acredito que começaremos a viver uma reforma íntima muito mais brusca para que possamos compreender e integrar tudo isso. Mas antes mesmo que essas informações impactem o mundo de forma global, as mudanças internas já estão acontecendo. E, sinceramente, elas são muito mais fervorosas do que qualquer transformação externa que ainda possamos ver acontecer.
Aproveitemos essa oportunidade de nos aprofundar em quem somos, tenho certeza que será uma jornada inesquecível
Por Geovana Constantino