
O que realmente importa?
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Quando você amanhece, no seu primeiro despertar, antes mesmo de abrir os olhos, em sua tela mental, você já é quase que automaticamente bombardeado pelas tarefas que devem ser realizadas no dia. Você já é lançado sobre a sua mente com as demandas pendentes, o que tem de ser feito, o que aconteceu no dia anterior e, juntamente com isso, as coisas que você precisa fazer.
Pelo menos isso acontece comigo. Logo de manhã, sou bombardeado com essas informações em um breve resumo, às vezes até de forma automática, pelo que aconteceu no passado, no dia anterior, juntamente com as coisas que tenho que fazer.
E logo você vai se tomando, de forma quase que automática, por aquilo. Essas ideias, essas mentalizações que foram apresentadas na sua tela mental vão se transformando em pequenos gatilhos de ansiedade, trazendo-lhe um despertar mais rápido do que você gostaria, uma agitação quase que inerente, e você já desperta de forma levemente apreensiva.
E, lógico, isso não é algo que se espera ou que seja o ideal. Não é o que nós gostaríamos. Mas, por vezes, é o que é. Na grande maioria das vezes, ou pelo menos no momento atual, é essa a realidade em que a minha mente se encontra.
Nem sempre... eu confesso que nem sempre eu consigo. Não é nem bloquear, porque às vezes as informações simplesmente aparecem no seu campo. Mas, às vezes, eu consigo trazer essas ideias que surgem, que despertam na minha mente, para mim. Consigo, às vezes, trazer esses pensamentos para a realidade em que eu me encontro.
E quando eu trago essas ideias para a minha realidade, nem sempre elas aparentam ser um monstro ou ser tão problemáticas assim. E, às vezes, nem tão entusiasmadas assim. Às vezes, é uma demanda urgente. Eu preciso resolver alguma pendência muito gritante no trabalho, que pode impactar várias pessoas.
Mas, às vezes, quando eu trago aquele tema para a minha realidade, eu penso: bom, eu estou acordando agora e tenho que limpar, dar comida para o cachorro ou trocar os meus filhos.
E quando eu trago esses pensamentos aflituosos para a minha realidade, eu penso: eles não são tão importantes naquele exato momento. Existem coisas mais urgentes, no sentido de mais importantes, naquele momento.
E o tema “O que realmente importa?” é trazer a reflexão neste sentido. Não é que tudo seja urgente, nem que tudo seja banal. É trazer a reflexão do que realmente importa para você.
Porque a tendência da humanidade é que, cada vez mais, sejamos bombardeados com diversas informações, sejam elas externas, e cada vez mais recebamos essas projeções internamente. Então, o nosso próprio campo mental vai trazendo isso para nós.
Reforçar sempre o que realmente é importante para você não só te acalma, mas também te aterra. E o aterramento também é importante para que você não divague, para que você não flutue demais sobre esses pensamentos que são, até mesmo, passageiros. Para que eles não te desestabilizem e você não inicie ou finalize um dia de forma negativa para você.
Porque amanhã sempre vai surgir uma outra coisa.
Existe uma passagem bíblica na qual Jesus fala: “Para cada dia basta o seu próprio mal.” E, refletindo sobre ela, podemos entendê-la, entre uma parábola ou um pensamento mais reflexivo, no sentido de que todo dia vão nascer coisas novas e vão morrer coisas.
No sentido de morrer tanto fisicamente, mas também de que um tema, às vezes, vai ser conclusivo. Aquela tarefa que você levou dias será encerrada. Ou um tema que não te deixava dormir no dia anterior vai cair no esquecimento.
Então, tudo, de certa forma, é passageiro.
E sofrer muito por algo, principalmente por pensamentos que podem nem acontecer, na sua grande maioria, é antecipar-se à dor ou ao sofrimento.
Você focar na sua realidade e naquilo que realmente importa para você, no que te faz... te dá mais gás, mais combustível na sua vida, deve ser mais valioso para você.
E quando eu digo também dar importância ao que realmente importa, não é só em coisas externas, como filhos, animais ou objetos que são importantes. É dar importância para si.
E a dificuldade é dar essa importância não de forma transitória, mas de forma constante.
É muito fácil a gente querer sempre resolver os problemas dos outros ou dar importância às situações dos outros. Por mais que isso, os problemas alheios, às vezes, impactem até a sua questão financeira.
E eu entendo, né? É totalmente compreensível que você às vezes vá focar, de certa forma, nisso, porque hoje o sistema em que nós vivemos é capitalista e precisa desse rendimento.
Mas é transcender essa visão de que eu preciso me submeter a qualquer coisa. Eu preciso me submeter ou preciso me violar, violar a mim ou aos meus, para que eu consiga ter o meu financeiro.
É transcender essa ilusão, porque, de certa forma, é ilusório.
Quantas e quantas vezes você já não mudou de emprego, já não mudou de casa e acreditava que aquilo seria a sua última, a sua empresa, o seu último trabalho, a sua última casa?
Então, é transcender essa ilusão de que você está permanentemente fixo a algum lugar ou alguma ideia.
E eu finalizo com essa ideia: dê importância ao que realmente importa para você.
E que eu desejo a você é que o que realmente importa hoje na sua vida seja aquilo que te faz transcender essa visão limitada que nós temos hoje, que te faça rir genuinamente e ser feliz de forma mais constante.
Por Geovana Constantino